Sobre mulheres

Estava eu pensando algumas coisas sobre mulheres agorinha pouco e resolvi escrever a pergunta que me veio à cabeça e me pareceu bastante interessante:

O que será que as mulheres pensam sobre ser mulher?

Será que, do ponto de vista da mulher, realmente procede toda aquela presença brilhante e de mistério e sobre a qual versam poemas, músicas, filmes, etc.?

Digo isso porque as mulheres realmente me intrigam. Porém, não sei se isso ocorre porque elas são realmente esses seres mágicos, ou aos olhos dos homens, pelo menos a visão predominante entre eles, elas se constituem enquanto tal.

E por que elas não podem, a partir da imagem que (em geral) os homens fazem delas se pensar, ou talvez se sentir, enquanto tal?!

Talvez não seja assim em todo lugar, e talvez não seja assim para todo mundo. E talvez eu não tenha conseguido traduzir para esse texto todas as coisas que passaram pela minha cabeça sobre esse assunto, mas vamos ver no que dá.

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Sobre experiências

Ando pensando bastante em experiências ultimamente. Você vem ao mundo e é criado como se sua vida tivesse um objetivo lá na frente, algo pelo que você precisa se mexer, se movimentar para chegar lá.

Algumas vezes as pessoas focam tanto um objetivo e se tornam tão obstinadas que, quando o alcançam, olham para trás e pensam: valeu a pena?

Não sou contra os objetivos, acho que eles são legais.

O problema é não aproveitar o caminho que te leva até lá. Perder de vista que a vida não gira em torno do objetivo tão somente, mas sim de apreciar todo o caminho que te levará até lá. O objetivo seria apenas um detalhe, não sem importância, mas um detalhe, um componente do processo.

Escrevendo desse modo me vêm imagens de filmes à memória, clichês bem conhecidos de todos, quando há um milionário infeliz, que deixou os filhos de lado para construir um império no mundo dos negócios, e cuja mulher mantém relacionamentos com outros homens, etc.

Contudo, não é raro eu me deparar com coisas assim. Quando as vejo não entendo seu significado, e até o subestimo, enquadrando-o na chave do “de novo isso!?”. E num instante essas imagens parecem tão cheias de verdade (apesar de caricaturadas para dar margem à célebre frase: dinheiro não traz felicidade).

Certa vez li no Ecce Homo, de Nietzsche, que as pessoas só conseguem aprender aquilo que já experenciaram. Caso contrário você pode tentar comunicar incansavelmente uma idéia, ou o que quer que seja à outra pessoa, mas esta só entenderá de fato o que você quer que ela entenda quando ela experenciar por conta própria.

Talvez tudo isso que escrevo faça sentido somente pra mim, pensando em minhas experiências de vida. Passando até mesmo por aquele outro clichê de que “você sempre se parece muito mais com seus pais do que pode perceber”. Pelo menos eu dou crédito a esse clichê.

Mas um fato que cada vez mais eu noto é que, como certa vez o Henrique Takahashi (reflexoestranscritas.wodpress.com) me disse,  o tempo que você viveu não importa tanto quanto as coisas que você aprendeu, e isso é experiência de vida, e é impagável.

Sobre desafios.

Recentemente eu refletia acerca dos objetivos da minha vida, tanto acadêmica quanto pessoal.

Quais são meus objetivos? Que coisas eu quero pra minha vida? Que tipo de pessoa eu quero ser?

Parece até coisa de adolescente em crise existencial, talvez seja mesmo.

Não sei ao certo como formulei as respostas pra essas questões, quando as alcancei. Mas uma coisa que ficou bem marcada na minha cabeça foi a idéia de que eu preciso sempre de desafios.

Hoje, por exemplo, acredito que minha maior meta seja conseguir concluir minha pesquisa de Iniciação Científica, de uma maneira que a torne um trabalho interessante e bem feito, que de algum modo contribua para a minha formação (que é realmente a proposta da Iniciação Científica).

Contudo, não é raro eu pensar mais adiante na minha vida, mais precisamente com relação ao mestrado.

Possivelmente seja um erro pensar nisso neste momento, sendo que nem o tema da minha monografia de conclusão de curso eu tenho. Mas essas questões de Pós-Graduação invadem meu pensamentos com mais força.

Resumindo, seriam esses os desafios que me movimentariam. Primeiro concluir a IC, depois a Monografia, o Mestrado, o Doutorado, Pós-Doutorado, Docência e os estudos e pesquisas.

Apesar de só citar cada objetivo, cada um destes pontos se configura na minha cabeça como algo realmente grande e importante e demandará muito esforço e dedicação da minha parte. São estes os desafios, da maneira como vejo nesse momento, que movimentarão minha vida.

Não posso deixar de tê-los, não posso ficar acomodado.

Quem se acomoda não evolui, não sai de onde está.

Por mais confortável que seja minha posição, não quero nunca querer me acomodar.

Sobre futuro

Boa noite pessoal, estou começando esse blog, e esse post serve só para inaugurar, de alguma maneira, o conteúdo que pretendo atualizar aqui frequentemente. Por isso não vem com uma idéia previamente concebida, apenas sentei na frente do notebook pra escrever o que vier à mente.

Frequentemente tenho pensado no que será da minha vida daqui há alguns anos, quando terminar a graduação em Ciências Sociais que faço aqui na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Obviamente pretendo ingressar na pós-graduação, talvez aqui mesmo na UFSCar, mas eu tenho um pouco mais de preocupação com o sentido que minha vida está tomando.

O tempo todo penso no objeto, ou objetos de pesquisa que eu poderia me dedicar.

Objetos de pesquisa, de reflexão, na área das Ciências Sociais existem aos montes, à vários deles eu me dedicaria, contudo, existe o problema da relevância científica de cada objeto.

Evidentemente, gostaria que meu objeto de pesquisa, e que meu trabalho acerca dele tivesse algum significado na história onde está inserido.

Quando vejo as iniciativas do NEAB (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros) aqui da UFSCar, que articulam muito bem ação transformadora da realidade onde se inserem e produção do conhecimento sobre esta atuação, imagino como seria gratificante alcançar um nivel de ação e de reflexão parecido, com um objeto igualmente relevante.

As vezes sinto que falta um plano na minha vida, um objetivo maior, bem definido, no fim do caminho, ao qual eu me dedique constantemente pra alcançar.

Não sei, são só alguns pensamentos…