Mercado eleitoral

Eu, o Henrique Takahashi, a Camila dos Santos e o Daniel Ramos precisávamos entregar um trabalho que fazia parte da avaliação da disciplina Política brasileira contemporânea, na UFSCar. Era um trabalho um pouco diferente, tinha apenas duas especificações: 1. versar sobre a política do período estudado na disciplina (de 1930 até o pós-88) e; 2. não ser um trabalho escrito (incomum em um curso de Ciências Sociais).

O Daniel teve a idéia de relacionar vídeos de campanhas eleitorais com um conteúdo estudado em ciência política no semestre passado. Estava presente a idéia de que as eleições numa democracia representativa estariam cada vez mais tomadas pela lógica de mercado, o que implicaria que os partidos e suas ideologias, no intuito de obter a maior quantidade de votos possível, buscariam o centro do espectro ideológico, não propagando valores extremos (tanto a esquerda quanto a direita). Nas campanhas eleitorais os candidatos procurariam se vender enquanto produtos para o eleitor-consumidor, utilizando-se para isso de estratégias de diferenciação com relação a outros candidatos e  de fixação de alguma marca sua (nome, número, imagem, etc.) na cabeça dos eleitores.

Para tentar demonstrar isso buscamos vídeos de campanhas eleitorais onde candidatos famosos buscam traduzir o capital adquirido em outras esferas da vida para a esfera da política, sem utilizarem-se de discursos com ideologia política; buscamos também campanhas onde os candidatos com pouco tempo no horário eleitoral tentam através de diferentes estratégias deixar sua marca no eleitorado, também sem mobilizar um discurso político; por fim, apresentamos campanhas nas quais alguns candidatos muito performáticos utilizam-se de discursos carregados de valores morais presentes no senso comum (combate à corrupção, honestidade, transparência, etc.) para ganhar a confiança do eleitor.

O resultado do nosso trabalho é o vídeo abaixo onde reunimos várias campanhas eleitorais e alguns dados referentes aos candidatos:

Brasil na Copa

Eu gosto de assistir os jogos da Seleção brasileira, em alguns momentos mais em outros menos. Atualmente, duvido muito de que alguém que esteja assistindo o Brasil jogar não esteja sofrendo.

Para mim, o grande mérito do time brasileiro é sua defesa: Maicon, Juan, Lúcio, Michel Bastos e Júlio César. Com a falta de gols no ataque, a defesa consistente dá mais tranquilidade ao time.

A grande questão, contudo, é a da eficiência. Apesar da ausência de espetáculos brasileiros o time vem ganhando e é o 1º do ranking da FIFA. Mas esperar grandes espetáculos brasileiros, cheios de habilidade, grandes dribles, muitos gols é meio caminho para a decepção. O que temos visto é um time com lampejos de criatividade durante o jogo e com uma boa consistência defensiva.

Isso é a cara do técnico? Eu acho que sim.

Há várias maneiras de se montar uma Seleção, tendo em vista que ele pode escolher qualquer jogador brasileiro. Entretanto, Dunga adotou uma estratégia de constituição de um grupo ao longo de seu comando no time brasileiro, isto é, mudar minimamente os jogadores utilizados para promover coesão entre os jogadores, o que influencia no desempenho da equipe, de fato. Imagino que o treinador tenha se decidido por uma formação tática logo no início de sua gestão e trabalhou na sua manutenção durante todo o período.

Tem sido bonito? Poucas vezes. Tem sido eficiente? Sim, bastante. Há equipes eficientes e que jogam bonito? Sim, acho que o equilíbrio entre eficiência e espetáculo pode ser alcançado, principalmente na Seleção, que tem um leque imenso de jogadores à disposição. O técnico fez uma opção e está seguindo uma linha de atuação bem definida ao longo de todo seu trabalho. Mas uma coisa há que ser dita: na Copa, a história é outra. E é claro para mim que em momentos decisivos um grupo coeso e eficiente como é o da Seleção pode levar alguma vantagem, principalmente em um campeonato de tiro curto, como é a Copa.