Último de Zafón

As histórias acabam nos deixando um vazio e um pouco de saudade…

“Acalme-se ou vai criar uma pedra no fígado – aconselhou Fermín – Cortejar uma mulher é como um tango: absurdo, pura frescura. Mas é você o homem, é você quem deve tomar a iniciativa”. (p. 157)

“As estatísticas demosntram: morre mais gente na cama do que na trincheira” (Fermín Romero de Torres, p. 248).

“Às vezes nós pensamos que as pessoas são como décimos de loteria: que estão aí para concretizar nossas absurdas ilusões” (Isaac Monfort, p. 294).

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Letra de música

Eu quis te esquecer

Desejei muito poder

É o único meio de viver sem dor

A dor que hoje magoa meu coração

Estou só e é da solidão que sua lembrança cruel surge

pra me mostrar apenas o que foi bom

Muitas vezes são as boas recordações e a saudade que nos restam

No final eu não signifiquei nada?

Sair de um poço mergulhando n’outro?

Seria a saída apropriada?

A resposta as vezes não parecem ser parte de mim

Zafón II

“Mas como eu sou um cavalheiro à moda antiga, não me aproveitei dela e me conformei com um casto beijo na bochecha. Porque não estou com pressa, sabe? A espera aumenta o desejo. Tem uns bobalhões por ai que acham que, se põem a mão na bunda de uma mulher e ela não reclama, já está no papo. Aprendizes. O coração de uma mulher é um labirinto de sutilezas que desafia a mente grosseira do homem trapasseiro. Para realmente possuir uma mulher, é preciso pensar como ela, e a primeira coisa a fazer é ganhar sua alma. O resto, o doce e fofo embrulho que nos faz perder os sentidos e a virtude, vem por acréscimo” (A sombra do vento, Carlos Ruiz Zafón, p. 111, grifo meu).